Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O titular da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), Cláudio Ferraz, classificou o lacre imposto à delegacia que chefia de “constrangimento”. A unidade, localizada na zona portuária do Rio, foi fechada hoje (14) cedo, por determinação do chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski.
A Draco é uma das unidades especializadas da Polícia Civil que está sendo inspecionada pela corregedoria do órgão desde que foram deflagradas as prisões da Operação Guilhotina, na última sexta-feira (11). Foram presos policiais militares e civis na operação. Um dos presos é o ex-subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira.
Segundo o corregedor-chefe, Gilson Emiliano, o objetivo da varredura é confirmar indícios de irregularidades em licitações públicas e extorsões de policiais a empresários. A denúncia teria partido de Turnowski e feita ao secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.
De acordo com Turnowski, dois documentos originais que apuravam fraudes em licitações realizadas por uma prefeitura da Região dos Lagos e que contêm as assinaturas do delegado da Draco e de um inspetor foram arquivados. O chefe da Polícia Civil foi intimado a depor na última sexta-feira, como testemunha, na sede da Polícia Federal. Ele negou que a ordem seja uma represália a Ferraz.
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