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Correio do Pará – Delegacia de Parauapebas-PR funciona como presídio improvisado

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Parece mentira, mas esse prédio deteriorado que aparece acima é a antiga delegacia de Parauapebas. A estrutura que foi construída há quase 20 anos, nunca passou por uma reforma geral, apenas pequenos reparos e algumas ampliações foram feitas. Devido o alto índice de criminalidade no município que é considerado um dos maiores do interior do estado, Parauapebas ganhou uma nova seccional, mesmo assim, o antigo e deteriorado prédio que fica no Bairro Rio Verde, em plena área comercial e residencial, continua sendo utilizado como uma espécie de presídio improvisado. A situação é de total precariedade, falta higiene, segurança e espaço físico para os detentos.
Para se ter uma noção do caos, o prédio que possui apenas três celas com capacidade para apenas 12 pessoas cada, abrigam atualmente mais de 76 detentos, a maioria presos de justiça, que deveriam ser transferidos para o presido mais próximo que fica na cidade de Marabá, a cerca 170 quilômetros de Parauapebas. Por falta de segurança os detentos deflagram fugas com freqüência, impondo medo à população. Os presos reclamam da situação de abandono. “Estamos aqui há meses e não sabemos o que a justiça está fazendo para nos tirar daqui, não estamos agüentando mais tanto abandono. Aqui falta comida de qualidade, espaço físico e limpeza, o mal cheiro é insuportável e a noite a situação fica pior ainda. Somos tratados como animais”, desabafou um dos detentos que não quer ter o nome identificado.
Os casos de assaltos, homicídios, tráfico de drogas e outros crimes aumentaram de forma alarmante no município, os bandidos agem em plena luz do dia e em locais de grande movimentação, causando prejuízo e pânico à comunidade. A polícia Civil em parceria a Polícia Militar, luta na coibição do crime organizado, mas na maioria das vezes a demanda de policiais e viaturas acaba sendo insuficiente no combate ao crime. O atual titular da seccional de Parauapebas delegado, Antonio Gomes Miranda lamenta a situação, destacando que a polícia faz de tudo para garantir a integridade da população, principalmente nos bairros periféricos da cidade onde o índice de criminalidade é maior ainda. “Enfrentamos vários problemas sociais e a falta de segurança é uma delas, atuamos com medidas preventivas nos quatro cantos da cidade e na zona rural. Por semana prendemos dezenas de malfeitores, alguns já com passagem pela polícia. Temos também o serviço do disque denuncia, onde a população ao se deparar com algo suspeito liga de forma anônima para nós e após isso vamos até o local verificar a situação”, afirma o delegadp que ainda resalta que mesmo com a parceria com a PM e outros órgãos de segurança tem sido fundamental, mas fica praticamente impossível eliminar o crime quando se trata de uma cidade com um inchaço populacional tão grande como Parauapebas. “ O municipío recebe centenas de migrantes por semana e em meio as pessoas de bem se aglomeram muitos bandidos foragidos de outras cidades”, observou o delegado.
Segundo o atual comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar Major Junisio Honorato o sistema carcerário de Parauapebas é alarmante; uma vez que devido a grande aglomeração de presos força o maior índice de fugas, mesmo a PM realizando 8 revistas na ala carcerária por mês, a quantidade de materiais cortantes, celulares entre outros objetos proibidos são encontrados em revistas feitas no local. Com efetivo divido em duas equipes, zona de policiamento que compreende o centro da cidade comandada pelo capitão pontes, composta por 60 policiais e o agrupamento Tático comandado pelo capitão Gledson que comporta 24 militares, a PM que é um policiamento que trabalha na parte ostensiva e repressiva no combate ao crime, tem buscado não dar tregua aos criminosos, mas o que os deixa preocupados é a falta de ala carceraria de segurança maxima para colocar esses individuos. “A questão carcerária é um foco preocupante o municipio e região tem um grande número de presose eaumentando assim as fugas, só em Eldorado no mês passado seis detentos fugiram da cadeia publica. Em Parauapebas no intuito de evitar essas fugas relampagas, realizamos visitas na cadeia do Rio Verde, mesmo os presos criando fatos mentirosos contra o nosso trabalho, não nos entimidamos e continuamos fazendo as revistas, combatendo assim as fugas”, confirma o Comandante da PM.
Quanto à situação deplorável da antiga delegacia ainda não se sabe quando ela será demolida ou então reformada, servindo de extensão da nova seccional. A OAB – Ordem dos Advogados do Brasil em Parauapebas e os poderes Executivo e Legislativo são cientes da situação e buscam solução para o caso, em contra partida, os moradores próximos ao prédio se sentem reféns do medo. “Já testemunhei várias fugas nesse local, muitas a luz do dia. Aqui os presos já fizeram até policiais de reféns para poder fugir e quem escapa dificilmente é recapturado o que nos deixa mais preocupados”, disse a dona-de-casa, Francisca da Costa de 47 anos.
De acordo com as autoridades policiais o remanejamento de presos de Parauapebas à penitenciária de Marabá só não acontece com mais freqüência devido o problema da superlotação carcerária que o Centro de Recuperação Agrícola Mariana Antunes enfrenta ao longo dos anos, por receber criminosos de várias cidades do estado.

Fonte: http://www.correiodopara.com.br/abre_noticia.php?id_notice=57

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