Jornal Gazeta – AP – Surto de febre tifóide no estado do Amapá pode estar ligado à restrição na venda de antibióticos

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By nesqueci on 4 de Março de 2011. No Comments

No ano passado não houve sequer uma notificação de suspeita de febre tifóide em Macapá. Caso a situação chegue a um ponto que force os poderes públicos a declarar estado de calamidade na Saúde, o Estado deverá ter uma tese para o salto brusco dos índices destes dois primeiros meses de 2011 em relação a 2010.

Ainda não há sombra de um estudo científico, mas especialistas em epidemiologia no Amapá já levantam a teoria de que uma recente regulamentação a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode estar contribuindo para o repentino surto da doença em Macapá. Segundo a norma, em vigor desde 28 de novembro do ano passado, a venda de remédios antibióticos só pode ser realizada mediante receita médica.

Questionada por a Gazeta sobre essa tese, a diretora da Vigilância em Saúde de Macapá, Naíma Picanço, se posicionou favorável a nova teoria dos especialistas em epidemiologia no Amapá. “Com a nova regulamentação, muitas pessoas deixaram de ter acesso direto a compra de antibióticos, que anteriormente à resolução era um hábito para a população. Isso de certa forma contribuiu para o aumento dos casos de febre tifóide, pois sem esses remédios, a imunização quanto às doenças diminuiu”, opinou.

Ela afirmou ainda que o aumento da realização de exames específicos possibilitou maiores registros. “As pessoas estão indo mais ao médico e realizando os exames. E por isso, ficou constatada a confirmação do surto da doença”, avaliou.

A nova norma para a venda de antibióticos gerou diversos descontentamentos desde seu primeiro dia em vigor. Na época, o presidente do Sindicato dos Farmacêuticos do Amapá (Sindifarma), Cássio Fabrizzio Sobrinho, afirmou que a norma não foi analisada de acordo com as atuais condições que estão os postos e hospitais públicos no Brasil. “A demanda vai crescer por atendimento nesses lugares, e vimos que a população vai ter mais uma dificuldade para conseguir uma receita para a compra de um simples medicamento”, opinou.

Por outro lado, Anvisa explica que adotou a medida com objetivo de conter o uso desenfreado desses remédios, restringindo a venda de 93 substâncias como amoxicilina, azitromicina e benzetacil, ou seja, cerca de 800 medicamentos que as contenham. A receita, o paciente deve apresentar no ato da compra do antibiótico, a prescrição médica em duas vias: uma fica retida na farmácia e a outra deve ser devolvida carimbada ao consumidor, que não poderá usá-la novamente. A receita médica tem validade de dez dias. A prescrição deve conter uma série de itens obrigatórios, como nome completo do paciente, dados do médico e informações detalhadas sobre o remédio receitado.

Fonte: http://www.jornalagazeta-ap.com/index/cidades.html

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Como sempre o governo toma uma solução burra pra conter problema e só prejudica mais os pobres.

Alguém me responde como que um pobre que tem uma infecção qualquer vai ao médico pegar receita? Existe médico pra todo mundo? Não, óbvio.

Mas aí um “gênio” querendo dar uma de salvador inventa a “lei do anti-biotico”, porque aí niguém mais toma esse temível medicamento gerador de superbactérias.

O lesado só esqueceu que o maior causador das superbactérias são os bactericidas e poque eles não foram proibidos? Continuam vendendo Protex e Dettol (não acho que eles são o anti-cristo, só acho a ANVISA hipócrita).

Em suma, vou ilustra o que está acontecendo nas regiões pobres. Você tem um piercing inflamado ou uma espinha? Você vai e compra a pomada que seu dermatologista falou pra você usar quando isso acontece? Não, você marca uma consulta pra daqui 20 dias e ainda tira a vaga de alguém que está com penumonia porque os gênios esqueceram que pra dar receita tem que ter a consulta e não aumentaram as horas dos médicos e nem a quantidade deles.

Isso é uma grande sacanagem com o povo brasileiro.

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