Como surgiu o dinheiro: da permuta até as notas de papel!

Como surgiu o dinheiro?
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Como surgiu o dinheiro: da permuta até as notas de papel!

Como surgiu o dinheiro? Quem inventou a nota de real, dólar, euro e todas as outras variáveis do dinheiro? Como o dinheiro se tornou elemento central na vida das pessoas em todo o mundo? Apesar de ser indispensável para a sobrevivência atualmente, o dinheiro nem sempre foi o principal mecanismo de compra.

Dizemos isso porque, antigamente, o mesmo não existe, abrindo margem para trocas de outros tipos, equivalentes entre produtos e que beneficiassem ambas as partes constituintes de uma transação. Quer entender melhor sobre isso e saber como surgiu o dinheiro? Leia conosco até o final e compreenda, vamos lá!

Permuta: o mecanismo mais antigo da história

Como surgiu o dinheiro? Permuta
Como surgiu o dinheiro? Permuta Entenda a permuta

E então, como surgiu o dinheiro? A operação mais antiga da história utilizada para o mecanismo de trocas e compras é a “Permuta”, que é a troca de mercadorias por outras mercadorias. A troca é caracterizada por dois operadores, entre os quais, um oferece uma mercadoria em troca de algo que tenha uma correspondência qualitativa e quantitativa semelhante. Além disso, cada contratante deve estar convencido de que é uma relação de troca conveniente do seu ponto de vista.

Os requisitos da troca, embora aparentemente simples, na realidade limitam muito o volume das trocas, pois é sempre difícil encontrar correspondências satisfatórias entre bens diferentes.

Como surgiu o dinheiro?

Para superar os limites desse tipo de transação, foi introduzido o uso do dinheiro que revolucionou radicalmente o mecanismo de trocas e o processo econômico. A introdução da moeda é o resultado de um longo processo que evoluiu através de diferentes povos e culturas.

A primeira forma de dinheiro foi introduzida na forma de uma espécie de mercadoria, que tinha certo valor de compra, comum a toda a comunidade e, portanto, era aceita e reconhecida por todos. Esse “dinheiro-mercadoria”, embora ainda não fosse uma moeda real, desempenhava as mesmas funções essenciais que as moedas, graças ao valor reconhecido pela comunidade.

Desse modo, ao contrário da troca, foi superada a lógica para a qual a correspondência qualitativa e quantitativa entre o que se vendeu e o que se obteve em troca foi imprescindível.

As diferentes formas de dinheiro-mercadoria

Este tipo de dinheiro também é denominado “dinheiro-mercadoria”, conforme mencionamos, e foram utilizadas as mercadorias usadas nesta fase, à medida que o dinheiro assumia diferentes formas, por exemplo, gado, metais, escravos, etc.

Posteriormente, metais preciosos com formas irregulares e avaliados em peso passaram a ser usados como dinheiro. Essas formas de dinheiro eram chamadas de “dinheiro-metal”. Nessas peças de metal, eles começaram a imprimir sinais indicando seu peso ou outras informações. Mais tarde, passamos para a terceira fase, na qual a moeda era feita com metais preciosos derretidos em peças regulares marcadas com uma cunhagem.

Como surgiu o dinheiro: o Estado entra na história

Nesta fase o estado cunhou as moedas e tinha o direito exclusivo de garantir a idoneidade, conteúdo e peso das moedas, pelo que o estado assumiu o monopólio da fabricação das moedas, decidindo autonomamente sobre o tipo de metal a ser utilizado e o valor que tinha que ser atribuído a ele.

Esta terceira fase nasceu e se espalhou por todo o mundo grego por volta do século VII a.C., e mais tarde se espalhou para o Império Romano e gradualmente por toda a Europa e América. A produção de moedas pelo Estado é confiada às chamadas casas da moeda do Estado, que são oficinas metalúrgicas especiais geridas direta ou indiretamente, que realizam a produção das moedas de acordo com os métodos e quantidades definidas pelo Estado.

A Casa da Moeda do estado, na prática, compra o metal bruto de particulares (isto é, em pó, lingotes, barras, etc.) e do trabalho o transforma em moedas.

Como surgiu o dinheiro: chegamos então as notas de papel

Como surgiu o dinheiro?
Como surgiu o dinheiro? Chegamos então as notas de papel

Depois das moedas metálicas, ao longo dos séculos surgiram as moedas ou notas de papel, representadas por bilhetes emitidos por bancos do Estado e constituídos por títulos emitidos pelo mesmo.

Tal como as moedas de metal, as moedas de papel também podem ser gastas da mesma forma e representam créditos para os bancos ou para o Estado que as emitiu. Vamos ver algumas diferenças históricas entre moedas de papel e moedas de metal:

  1. As moedas de papel apareceram mais tarde, os primeiros exemplares de notas datam da segunda metade do século XVI no Velho Continente;
  2. O valor das notas tem uma variabilidade maior do que as moedas de metal. No longo prazo, as moedas em papel são mais facilmente reproduzíveis e falsificáveis com custos insignificantes;
  3. A circulação de notas pode aumentar muito mais do que a circulação de moedas metálicas, na verdade a moeda metálica está ligada ao volume da produção mineira, enquanto a circulação das moedas de papel, por não serem de materiais preciosos, pode crescer mais facilmente conforme as necessidades da economia, podendo até mesmo quebrar a economia do país em questão (fenômeno da inflação).

Agora que já sabe como surgiu o dinheiro, e que atualmente sua produção é desenfreada, pode começar a entender também os motivos das coisas estarem cada vez mais caras: quanto mais notas há em circulação, mais o dinheiro do país se desvaloriza, ou seja, de mais notas você precisa para comprar as coisas. Ficou alguma dúvida sobre o conteúdo? Caso a resposta seja afirmativa, basta deixar seu comentário aqui abaixo que em breve iremos respondê-lo. Até a próxima!