O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná prendeu nesta quinta-feira (16) sete policiais acusados de terem torturado um suspeito e forçado a confissão de um crime ocorrido em 2009 no litoral do Paraná.
Quatro dos acusados são policiais militares, um é delegado, um é investigador aposentado da Polícia Civil e o outro já estava detido por tráfico desde 2010. Todos são investigados pela prática dos crimes de formação de quadrilha, tortura e denunciação caluniosa.
Em janeiro de 2009, o casal de namorados Osíris del Corso e Monik Pergorari Lima fazia trilha no Morro do Boi, em Matinhos (litoral do Paraná), quando foi atacado por um homem.
O rapaz recebeu um tiro no peito e morreu ao tentar salvar a namorada, que também foi baleada. Acusado pelo crime, Juarez Ferreira Pinto foi preso em 17 de fevereiro de 2009 e, um ano depois, condenado a 65 anos e cinco meses de prisão.
Em junho de 2009, uma outra ocorrência chamaria a atenção da polícia. Paulo Delci Unfried foi preso por invadir uma casa e violentar uma mulher, em Matinhos, e, já na delegacia, confessou ser o autor do crime que matou Osíris em fevereiro daquele ano. Alguns dias depois, no entanto, ele voltou atrás e disse ter sido forçado a confessar o crime.
O Ministério Público acreditou na versão de Unfried e passou a investigar o caso. O resultado foi anunciado nesta quinta-feira (16), em Curitiba. Segundo o MP, o delegado José Tadeu Bello e o investigador da Polícia Civil Altair Ferreira Pinto, irmão de Juarez, de fato tentaram incriminar Paulo Delci Unfried no caso Morro do Boi para inocentar Juarez Ferreira Pinto.
O plano da quadrilha consistia, de acordo com o Gaeco, em apresentar Paulo Unfried não só como o responsável pelo crime como também como autor de outros roubos ocorridos na região do litoral naquele período, os quais sabiam que a vítima não havia praticado.
Quatro policiais militares de Matinhos também foram presos suspeitos de participar do esquema. Todos os detidos estão em Curitiba. Segundo o MP-PR, outro policial militar ainda está foragido. O grupo é investigado pelos crimes de formação de quadrilha, tortura e denúncia caluniosa.
O Gaeco considera a possibilidade de serem requeridas judicialmente as prisões de outras pessoas, cujo envolvimento está ainda sendo investigado. Todos os presos estão detidos em Curitiba e foram encaminhados para o Centro de Observação e Triagem e para o Centro de Triagem I.
Fonte:Folha UOL
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