Por que Elon Musk vem ameaçando banir o uso de iPhones e Macs em suas empresas
O bilionário Elon Musk criticou a recente parceria entre a Apple e a OpenAI, que permitiu a integração do robô ChatGPT nos iPhones. O anúncio foi feito durante a WWDC 2024, evento da Apple para desenvolvedores, na última segunda-feira (10).
Musk, proprietário da Tesla, SpaceX e X (antigo Twitter), expressou preocupações sobre a segurança dos dados com essa colaboração. Ele sugeriu que pode proibir o uso de iPhones e MacBooks em suas empresas devido a essa parceria.
“Apple não tem noção do que realmente vai acontecer assim que entregar teus dados à OpenAI. Estão te traindo”, escreveu Musk em uma postagem no X. Ele argumentou que o acordo ameaça a segurança e privacidade dos usuários.
Vale lembrar que Musk foi cofundador da OpenAI em 2015, mas deixou a presidência em 2018. Em 2023, ele fundou sua própria empresa de inteligência artificial, a xAI, como uma concorrente direta da OpenAI.
Musk também processou a OpenAI, alegando que a empresa abandonou sua missão original de ser uma organização sem fins lucrativos. No entanto, ele pediu o arquivamento da ação nesta quarta-feira (12), sem explicar o motivo.
“É evidentemente absurdo que a Apple não seja inteligente o suficiente para criar sua própria IA, mas seja de alguma forma capaz de garantir que a OpenAI protegerá sua segurança e privacidade!”, completou Musk, seguido de um meme.
A nova tecnologia Apple Intelligence, apresentada pela Apple, será incorporada à próxima versão do iOS 18. A inovação promete facilitar tarefas diárias ao integrar inteligência artificial generativa nos dispositivos iPhone, iPad e Mac. A assistente pessoal Siri, que passou por uma grande reformulação, está no centro desse sistema, graças à colaboração com a OpenAI.
“Estamos felizes em colaborar com a Apple para integrar o ChatGPT em seus aparelhos mais à frente este ano. Acho que vão gostar”, declarou Sam Altman, diretor-geral da OpenAI, em uma postagem no X.
“Pensamos que o Apple Intelligence será indispensável nos produtos que já têm um papel essencial em nossas vidas”, acrescentou Tim Cook, presidente-executivo da Apple.





