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Irmandade Muçulmana pede anistia política e fim da Lei de Emergência

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Cairo, 13 fev (EFE).- A Irmandade Muçulmana pediu neste domingo à junta militar que governa o país que aplique as medidas urgentes que foram pedidas durante a revolta popular, incluindo uma anistia e o fim da Lei de Emergência.

O pedido foi feito em comunicado divulgado pelo principal grupo da oposição do Egito em resposta à mensagem anunciada neste domingo pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, que recebeu o poder na sexta-feira, após a renúncia do presidente Hosni Mubarak.

Concretamente, a Irmandade Muçulmana pede que sejam adotadas medidas urgentes e se defina um calendário para a libertação dos detidos durante os protestos que explodiram em 25 de janeiro e acabaram com o regime de Mubarak.

O grupo também reivindica uma anistia geral para os presos políticos e o final do “estado de exceção” imposto com a Lei de Emergência que entrou em vigor em 1981.

Além disso, pede a formação de um novo Governo que defenda os princípios de “eficácia e honestidade” e seja integrado por pessoas “aceitas popularmente”, assim como o julgamento de todos os suspeitos de atos de corrupção.

Finalmente, a Irmandade Muçulmana reivindica que sejam aceleradas as investigações para encontrar os responsáveis pelos tiros contra manifestantes durante a última revolta popular, um protesto de quase três semanas no qual houve cerca de 300 mortos e mais de 5 mil feridos.

Essas investigações devem ser ampliadas aos “os crimes cometidos pela segurança do Estado durante o regime anterior”, diz o comunicado da organização islâmica, que foi proibida durante a gestão de Mubarak.

A Irmandade Muçulmana sustenta ainda que as “mudanças radicais” que devem ser aplicadas no país “requerem a participação de todos os setores”.

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