Fraudes já geraram mais de R$ 400 bilhões em perdas no mercado de criptomoedas desde 2022, diz estudo

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Fraudes já geraram mais de R$ 400 bilhões em perdas no mercado de criptomoedas desde 2022, diz estudo

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As perdas no mercado de criptomoedas por operações fraudulentas já totalizam US$ 79,1 bilhões (equivalente a R$ 429,4 bilhões) desde o início de 2022. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pela corretora de criptomoedas Bitget.

Crescimento das Fraudes com Deepfake

Segundo o estudo, houve um crescimento de 245% no número total de fraudes relacionadas a deepfake no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023. O deepfake é uma técnica que utiliza inteligência artificial (IA) para alterar vídeos ou fotos, permitindo que o rosto de uma pessoa em uma cena seja trocado pelo de outra, ou que seu discurso seja modificado.

A presidente da Bitget, Gracy Chen, destacou a crescente presença de deepfakes no mercado de criptomoedas e a necessidade de educação e conscientização para combater esse tipo de crime. “A vigilância dos utilizadores e a sua capacidade de discernir fraudes de ofertas reais ainda é a linha de defesa mais eficaz contra esses crimes, até que seja implementado um quadro jurídico e de segurança cibernética abrangente à escala global”, afirmou a executiva.

Impacto Financeiro

Nos três primeiros meses deste ano, cerca de US$ 6,3 bilhões (R$ 34,2 bilhões) em perdas estão relacionadas a fraudes com deepfake, quase metade do total registrado em 2022, que foi de US$ 13,8 bilhões (R$ 74,9 bilhões). A Bitget estima que, se a tendência continuar, as perdas podem alcançar US$ 25,1 bilhões (cerca de R$ 136,3 bilhões) em 2024, representando um novo recorde e superando as perdas dos dois anos anteriores combinados.

Tipos de Crimes com Deepfake

Entre os crimes com deepfake identificados no mercado de criptomoedas estão:

  • Roubo de identidade e falsidade ideológica
  • Golpes e esquemas fraudulentos
  • Manipulação de mercado
  • Fraude em investimentos
  • Resgate e extorsão
  • Ataques de engenharia social
  • Falsos anúncios legais ou regulatórios
  • Captação ilícita de recursos
  • Imitação em realidade virtual e metaverso

Os fraudadores exploram a volatilidade do mercado de criptomoedas, influenciada por declarações de influenciadores, notícias e atualizações financeiras de projetos.

Medidas e Recomendações

O relatório da Bitget sugere que o desenvolvimento de novas técnicas para identificação de fotos, vídeos e áudios falsos pode ajudar a mitigar as perdas resultantes do uso fraudulento de deepfake. Além disso, recomenda-se uma intervenção regulatória para evitar o crescimento das fraudes e proteger a indústria financeira.

Curiosidades e Fatos Adicionais

  • Combinação de Eventos: Hackers estão combinando eventos de invasões em contas do YouTube com operações de IA e deepfake.
  • Identidades Virtuais: Criação de identidades virtuais para estabelecer contas fictícias e obter acesso não autorizado a outras contas.
  • Simulação de Negociações: Uso de deepfake para simular um volume maior de negociações de determinados ativos, aumentando o apetite de investidores e beneficiando fraudadores.

Dicionário de Conceitos

  • Deepfake: Técnica que utiliza IA para criar vídeos ou fotos falsos, alterando o rosto ou a voz das pessoas.
  • Criptomoedas: Moedas digitais descentralizadas, como Bitcoin e Ethereum, que utilizam criptografia para garantir transações seguras.
  • Engenharia Social: Método de ataque que usa manipulação psicológica para obter informações confidenciais.
  • Inteligência Artificial (IA): Tecnologia que simula a inteligência humana, capaz de aprender e tomar decisões.

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Charles é formado em marketing e trabalha com internet desde 2002, quando a internet era "a lenha". Após anos trabalhando com conteúdo para consultorias, ele resolveu escrever sobre cultura pop e viagens para passar o tempo.