Polícia ainda investiga a causa da morte de Gustavo Lage e Alessandra Paolinelli
A autópsia nos corpos dos universitários Gustavo Lage Caldeira Ribeiro, 23 anos, e Alessandra Paolinelli Barros, 22, pouco contribui para desvendar o mistério que cerca o caso. Laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) aponta como “indeterminada” a causa das mortes. Os namorados foram encontrados na manhã da última quinta-feira no chalé de uma pousada em Brumadinho, na Grande BH.
De acordo com a Polícia Civil, amostras das vísceras dos namorados foram retiradas para exames toxicológicos. O teste preliminar não elimina as duas hipóteses anteriores levantadas pelos investigadores: homicídio seguido de suicídio ou um suposto pacto de morte por envenenamento.
Segundo o professor de pós-graduação de Medicina Legal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Roberto Campos, o laudo de necropsia com causa indeterminada é emitido, em geral, para que familiares consigam o atestado de óbito para providenciar o sepultamento. A partir daí, o IML tem o prazo legal de 30 dias para realizar exames nas amostras dos rins, pulmões, fígado, dentre outros órgãos e tecidos, para tentar descobrir traços de substâncias que eventualmente possam ter provocado a morte.
Nesta sexta-feira (18), as famílias de Gustavo e Alessandra se agarravam à versão de que o casal possa ter morrido intoxicado pelo gás da lareira ou por alimentação, enquanto estavam no chalé. Em nota, a Pousada Estalagem do Mirante afirmou, porém, que a suíte ocupada pelos namorados não tinha aquecimento a gás. Conforme o texto, o quarto tem uma lareira alimentada a lenha.
Diante dessa informação, o médico-legista Roberto Campos levanta duas hipóteses. A primeira, de que o casal possa ter se intoxicado por monóxido de carbono, expelido por um veículo, ou por gás carbônico, resultante da queima de madeira ou carvão da lareira. O chalé estava com as janelas fechadas.
A polícia encontrou o quarto trancado por dentro. O corpo de Alessandra foi localizado sobre a cama, sem ferimentos aparentes. Gustavo estava caído por cima dela, com supostos sinais de envenenamento: fezes com sangue e vômito. Para Campos, o quadro sugere um alto nível de intoxicação.
Gustavo foi sepultado nesta sexta no Cemitério do Bonfim, em BH. A perícia retornou à pousada em busca de novas pistas no início da noite.
Fonte:Hojeemdia.com.br
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