Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Depois da morte de 35 indígenas nos primeiros quatro meses do ano, a prefeitura de Campinápolis, no interior de Mato Grosso, decretou situação de emergência do sistema de saúde local. A maioria das vítimas é criança. Algumas das causas das mortes são pneumonia, desidratação e tuberculose. Em 2010, foram 72 mortes de índios na região, que concentra grande população da etnia Xavante.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, João Ailton Barbosa, o hospital da cidade não tem capacidade para atender as aldeias. A unidade de saúde dispõe de 18 leitos e seis médicos para 13,8 mil moradores – mais de 6,5 mil são índios. Com o decreto de emergência, o município espera conseguir agilizar a liberação de recursos federais para a construção de um novo hospital. “O nosso é muito antigo. Preciso de mais médicos para as aldeias”, disse o secretário. Nesta semana, o governo estadual homologou o decreto municipal.
Após a divulgação das mortes de crianças indígenas em janeiro deste ano, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) iniciou uma intervenção no município. De acordo com o secretário Antônio Alves de Souza, as casas de Saúde do Índio (Casai) de Campinápolis e de Barra do Garça foram interditadas por causa da falta de estrutura, como colchão velhos, ausência de camas, banheiros e infiltrações por toda parte. Os pacientes foram levados para locais alugados, enquanto a secretaria articula a construção de sede permanente.
De acordo com o secretário Antônio de Souza, a situação de emergência não estaria relacionada apenas às mortes dos índios, mas a vários problemas enfrentados pela rede de saúde municipal. “Foi decretado em função das questões de saúde do município”, ressaltou.
O governo fechou um contrato, de mais de R$ 2 milhões, com a organização não governamental Nossa Tribo para treinamento de 104 trabalhadores. Atualmente, 514 funcionários atendem 103 aldeias, conforme Souza.
Segundo o secretário municipal, a situação melhorou depois da chegada dos técnicos da Sesai, mas não o suficiente. “Não é algo que se resolve da noite para o dia”, disse.
Devido ao atendimento precário em Campinápolis, a procuradora da República Márcia Brandão Zollinger pediu, no mês passado, informações à Sesai, à prefeitura e à organização Nossa Tribo sobre a situação no local.
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