Antônio Palocci (PT-SP) antes de reunião da equipe
Quatro anos depois do escândalo que o derrubou do ministério da Fazenda, Antônio Palocci, 50 anos, volta ao primeiro escalão do governo federal como um dos principais nomes do governo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).
No início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele foi acusado de ordenar a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, que havia prestado depoimento na CPI dos Bingos relatando que tinha visto Palocci em reuniões com lobistas em uma mansão em Brasília.
Afastado do governo e com o nome fora da lista de cotados para a sucessão do presidente Lula, Palocci assumiu um mandato na Câmara dos Deputados, onde teve atuação discreta, longe dos holofotes.
No Parlamento, concentrou boa parte de sua atuação na Comissão de Finanças e Tributação, relatando projetos ligados à área econômica importantes para o governo, como a reedição da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CMPF). A proposta seria aprovada na Câmara e derrubada no Senado, resultando numa das maiores derrotas do governo Lula no Congresso.
Durante esse período, lançou um livro de memórias sobre seus dias no poder, apontando ter sido vítima de uma campanha da oposição e fazendo um “mea culpa” sobre sua atuação no ministério.Em agosto do ano passado, foi absolvido da acusação de quebra de sigilo pelo Superior Tribunal Federal (STF). No início deste ano, a Justiça tomaria outra decisão favorável a ele, rejeitando a denúncia do Ministério Público sobre a chamada “máfia do lixo”, escândalo que atingiu sua gestão na prefeitura de Ribeirão Preto.
O escândalo, de 2006, apontava um suposto esquema de pagamentos de propina por parte do Grupo Leão Leão, concessionário da limpeza urbana no município. Absolvido pela Justiça, credenciou-se para voltar à cena política. Chegou a ser cotado para disputar o governo de São Paulo nas eleições deste ano, mas acabou integrando a cúpula de campanha de Dilma.
Manteve o estilo discreto, avesso a entrevistas, e, ao lado do presidente do PT, José Eduardo Dutra, e do deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), formou o chamado “núcleo duro” da campanha. O trio, que recebeu o apelido de “os três porquinhos”, foi contemplado com a coordenação política da equipe de transição do governo.
Formado em medicina, Palocci é filiado ao PT desde 1980. Antes de assumir a prefeitura de Ribeirão Preto, foi vereador na cidade e deputado estadual.
http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/12/apos-quatro-anos-palocci-volta-ao-nucleo-do-poder.html
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