O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) tornou indisponível o acesso hoje aos diários eletrônicos da Justiça dos dias 14, 16 e 24 de março, onde foram publicadas as decisões do desembargador Ruy Muggiati, da 11ª Câmara Cível de Curitiba, negando habeas corpus impetrado pela advogada Margareth Zanardini em favor da família de trigêmeas que foram colocadas em um abrigo por determinação judicial.
A guarda das crianças foi retirada depois que os pais manifestaram intenção de dar um dos bebês para adoção. O caso corre em segredo de Justiça, mas mesmo assim a decisão de Muggiati foi publicada nos diários, inclusive com a divulgação dos prenomes dos pais e das iniciais das crianças. Uma das decisões autorizava a visita dos pais às crianças abrigadas, com supervisão.
A assessoria do TJ-PR disse que o despacho foi publicado de “forma indevida”. Técnicos trabalhavam para que os diários eletrônicos voltassem a ficar disponíveis no menor tempo possível, sem as decisões de Muggiati. No despacho, a Justiça apresenta depoimento de uma psicóloga de um hospital de Curitiba, onde os bebês nasceram. Ela afirma que os pais “não possuem saúde mental” para criar as meninas. Os bebês nasceram após fertilização in vitro.
Fonte:Estadão
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