Havia uma galera que ficava mais no fundo do balcão, que eu conhecia de trombar por ali. “O que que é ?”. Canastra. Eu não sabia jogar aquilo. Parecia Pife. Se pá, era a mesma coisa com outro nome. Regionalismo. Eu nem dava muito atenção pra eles. Eu ficava conversando ali na frente do bar mesmo. Uma conversa que não mudava muito a direção: mulher, futebol, Tela-Quente. Aquela bobagem que a gente fala sério. Foi o Gambiarra, meu sócio na velha oficina quem começou a comentar sobre a jogatina. “Cincão, deizão, di-nhei-ro-de-bu-te-co”. Num era mentira. E se até o Gambiarra que não era muito esperto faturava algum, por que eu não poderia fazer o mesmo?
Naquela noite mesmo levei Deizão a mais pra casa. Não era muito. Mas a sensação de vitória era delirante. Quebrava com aquela mesmice de sempre. Quando eu olhei aquela face apática iluminada pela luz da novela, não tive a mesma vontade de me matar. Até pensei em transar mais tarde. O que era besteira, porque ela não vinha me dando há algum tempo. Ela até olhou na minha direção. Ergueu uma das sobrancelhas, que atravessou a luz amarela que refletia na sua testa. Acho que pensou um palavrão que os seus valores censuraram a boca. Era a confirmação que faltava. Sem trepar. Porém, um homem obstinado faz justiça com as próprias mãos. E o banho foi demorado e gostoso. Quase tanto quanto o carteado no Souza.
Robson Vilalba Reis.
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