Kadafi ataca cidade no oeste e moradores fogem para cavernas.

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By nesqueci on 22 de março de 2011. No Comments

Civil segura munição deixada para trás após combate entre tropas de Kadafi e rebeldes.

A cidade de Zintan, no oeste da Líbia, foi alvo na segunda-feira de pesado bombardeio das forças leais ao líder líbio, Muammar Kadafi, segundo testemunhas, o que forçou moradores a fugir, indo até para cavernas numa região montanhosa próxima.

“Várias casas foram destruídas e um minarete de uma mesquita também foi derrubado”, disse o morador Abdulrahmane Daw, por telefone, falando de Zintan. “Mais forças foram enviadas para sitiar a cidade. Há agora pelo menos 40 tanques no sopé das montanhas perto de Zintan.”

O jornalista suíço Gaetan Vannay, também contatado por telefone, afirmou que o bombardeio foi o maior em três dias. “Hoje (segunda-feira) essa batalha muito forte começou na frente leste. Mulheres e crianças se esconderam nas cavernas nas florestas.” Daw disse que as forças rebeldes, má equipadas, conseguiram evitar que as tropas de Kadafi entrassem na cidade, situada cerca de 140 km a sudoeste de Trípoli, a capital do país.

“A cidade está sob ataque desde sexta-feira, depois que forças do governo ali chegaram, vindas de Shguiga, no leste, mas se retiraram”, afirmou ele, referindo-se a um povoado próximo. “No sábado eles dispararam contra nós e nos atacaram com tanques e armas pesadas. Hoje (segunda-feira), por volta de 10h ou 10h30, usaram tanques e explosivos.”

Ele afirmou que o hospital estava mal equipado e pediu que forças internacionais intervenham na área. O jornalista Vannay, que trabalha para a Rádio Televisão Suíça, descreveu uma feroz batalha no sábado, perdida pelas forças de Kadafi na frente sudeste. O domingo foi mais calmo.

“Não há literalmente ninguém na cidade”, disse ele. “Os civis, incluindo os jovens, são os que estão defendendo a cidade. Muitos foram levemente feridos e houve duas mortes, mas de combatentes. Há também mortes entre as forças de Kadafi.” “O poder de fogo de Kadafi é muito superior ao dos rebeldes.”

Cindida entre rebeldes e forças de Kadafi, Líbia mergulha em guerra civil
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Entretanto, enquanto os casos tunisiano e egípcio evoluíram e se resolveram principalmente por meio protestos pacíficos, a situação da Líbia tomou contornos bem distintos, beirando uma guerra civil.

Após semanas de violentos confrontos diários em nome do controle de cidades estratégicas, a Líbia se encontrava atualmente dividida entre áreas dominadas pelas forças de Kadafi e redutos da resistência rebeldes. Mais recentemente, no entanto, os revolucionários viram seus grandes avanços a locais como Sirte e o porto petrolífero de Ras Lanuf serem minados no contra-ataque de Kadafi, que retomou áreas no centro da Líbia e se aproxima das portas de Benghazi, a capital da resistência rebelde, no leste líbio.

Essa contra-ofensiva governista mudou a postura da comunidade internacional. Até então adotando medidas mais simbólicas que efetivas, ao Conselho de Segurança da ONU aprovou em 17 de março a determinação de uma zona de exclusão aérea na Líbia. Menos de 48 horas depois, enquanto os confrontos persistiam, França, Reino Unido e Estados Unidos iniciaram ataques. Mais de mil pessoas morreram, e dezenas de milhares já fugiram do país.

Fonte:Terra

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