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Cultura

Emissoras de TV terão que exibir programas adaptados para deficientes visuais

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Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O filme começa e na tela da tv ou do cinema surge a imagem de um casal entrando de mãos dadas e em silêncio em um hotel. Embora fundamental para a compreensão da história, a cena não pode ser acompanhada por milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência visual porque não contém qualquer diálogo ou descrição sonora.
Para suprir essa lacuna que impede que parte da população acompanhe e entenda perfeitamente um filme, telenovela e quase todos os programas televisivos, as emissoras de TV já licenciadas para transmitir com o sinal digital terão que passar a apresentar pelo menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual.
A obrigatoriedade entra em vigor no próximo dia 1º de julho, em cumprimento a uma portaria publicada pelo Ministério das Comunicações em 2006, estabelecendo que as empresas geradoras (as chamadas cabeças de rede) terão que veicular o mínimo exigido de programas com o recurso da audiodescrição. O prazo para que as emissoras se adaptem e cumpram a determinação já foi prorrogado duas vezes pelo próprio ministério, que, desta vez, garante que não haverá novos adiamentos.
A narração descrevendo os sons, elementos visuais e quaisquer informações necessárias para que um deficiente visual consiga compreender o que se passa na tela terá que estar disponível por meio da função SAP (do inglês Programa Secundário de Áudio). Além da audiodescrição, programas transmitidos em outros idiomas, como filmes estrangeiros, terão que ser integralmente adaptados, com a dublagem das conversas ou da voz do narrador. As legendas ocultas, que já são usadas para permitir que deficientes auditivos acompanhem os programas, continuarão sendo obrigatórias.
Segundo a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Lívia Maria Motta, uma das organizadoras do primeiro livro brasileiro sobre o tema (Audiodescrição: Transformando Imagens em Palavras, disponível gratuitamente no site www.vercompalavras.com.br), o recurso, que já é comum em vários países, vai garantir que uma parcela significativa da população compreenda integralmente um programa de TV. Além disso, a técnica também já vem sendo utilizada em espetáculos teatrais, cinemas, óperas, exposições e em eventos esportivos como as duas últimas Copas do Mundo de Futebol. No Brasil, um bom exemplo é o festival bienal de filmes sobre deficiência Assim Vivemos, que, desde 2003, só exibe produções que contem com o recurso adicional.
Após dois adiamentos do prazo para o início das transmissões, a diretora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do ministério, Patrícia Brito de Ávila, garante que a data-limite será cumprida. Ainda assim, ela admite que, no primeiro momento, nem toda a população será beneficiada pela medida, já que o sinal digital ainda não está disponível em todas as cidades brasileiras.
“Infelizmente, as emissoras têm prazo até 2016 para migrar para a tecnologia digital. Então, por enquanto, só vai ser atendido quem já recebe em sua cidade o sinal de TV digital”, afirmou Patrícia à Agência Brasil, alegando que foi justamente a falta de condições tecnológicas por parte das emissoras que levou o ministério a prorrogar os prazos anteriores.
Pela portaria atualmente em vigor, o prazo de 12 meses para que as empresas ainda não licenciadas para transmitir com tecnologia digital passem a apresentar os programas adaptados só começa a ser contado a partir da expedição da nova licença de transmissão.
“Temos uma demanda grande das associações que representam pessoas com deficiência para que os prazos sejam cumpridos”, justificou-se Patrícia, “mas o ministério, como regulador, tem que conciliar a demanda dessas organizações que pedem que a exigência mínima [do tempo de programas adaptados] seja ampliada e os prazos cumpridos, com a das associações de rádio e TV que queriam negociar prazos maiores para que tivessem meios de cumprir a portaria”.
Diante da pressão das emissoras, a Portaria Ministerial n° 188, de março de 2010, não apenas estendeu os prazos anteriormente fixados na Portaria n° 310, de junho de 2006, como reduziu a carga mínima de programas audiodescritos que as tevês terão que apresentar. Pelo texto de 2006, a esta altura, os programas audiodescritos deveriam totalizar oito horas diárias, em vez das duas horas semanais estipuladas na última portaria. Somente depois de dois anos, a carga horária será ampliada para quatro horas semanais.
Segundo o diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Machado Moura, apesar de ainda terem muitas dúvidas sobre o recurso, as empresas de TV vão cumprir o prazo inicial. O problema, para ele, serão as próximas etapas, já que a meta do governo é que, em dez anos, todas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifusão em sinal digital do Brasil exibam, no mínimo, 20 horas semanais de programas audiodescritos.
“Estamos trabalhando para cumprir o que a legislação determina. Agora, me parece que a portaria ministerial de 2006 foi produzida muito de supetão, sem o devido diálogo e sem os devidos esclarecimentos, pois não é possível, por exemplo, fazer isso [audiodescrição] com alguns tipos de programas”, comentou Moura.
O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Moisés Bauer Luiz, que também preside a Organização Nacional de Cegos do Brasil, assegura que a portaria também não satisfez os movimentos sociais, tendo ficado aquém das expectativas de quem lutava pela aprovação da obrigatoriedade.
“A carga de programação a ser audiodescrita é muito pequena. Não estamos satisfeitos e queremos aumentá-la, mas isso ficará para outro momento. É um absurdo, mas cinco anos após a publicação da portaria original, vamos considerar uma vitória garantir a transmissão de ao menos duas horas semanais”, disse Luiz.

Cultura

Eduardo Marinho, da riqueza as ruas

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Eduardo Marinho estudou nas melhores escolas e tinha uma vida de conforto.
Ja foi bancário, militar e estudante de direito.
Chegou a morar na rua e dormir em cima papelão  buscando novas experiências.
Eduardo Marinho se expressa de maneira singular e por isso é conhecido como artista plástico e filósofo das ruas.



“A maioria não tem nada e vive tranquila! Como é que eu olho a minha volta e a classe abastada morre de medo de perder tudo?”, diz ele.
Eduardo não se considera um grande artista pois crê que não possui técnicas evoluídas.
Já foi convidado para expor em galerias, mas  prefere ganhar menos e continuar na rua, onde tem mais contato com diferentes pessoas.
Uma história peculiar que quase o torna um São Francisco das artes modernas.
 

Não é atoa que vimos citações de Eduardo Marinho em vários lugares que ele nunca imaginou alcançar.
 
A Seguir algumas obras e citações do artista:
 

“Consciência não se alcança, se desenvolve. O que se alcança são degraus de consciência. O desenvolvimento é permanente.”

 

“O orgulhoso têm dificuldade em distinguir humilhação de humildade, pra ele parece a mesma coisa. Mas a humilhação nasce do orgulho. E a humildade é seu antídoto”

 

“A angústia é companheira inseparável do egoísmo. Por mais que se esconda, é visível. Pra quem tem olhos de ver, claro.”

 


Mais no blog do Eduardo

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Cultura

Bate-papo com Robson Vilalba "Notas de um Tempo Silenciado" – Agenda São Paulo

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notas de um tempo silenciado

A HQ “Notas de um tempo silenciado”, com roteiro e arte de Robson Vilalba, autor vencedor do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 2014, aborda a época da Ditadura Militar no Brasil.
“Notas de um tempo silenciado” apresenta um olhar profundo sobre ma época obscura do passado brasileiro.
Um abordagem diferente e uma obra que merece ser prestigiada.

No dia 28 de Outubro de 2015 às 19hs o autor estará na Gibiteria em São Paulo Paulo para um bate papo e sessão de autógrafos.
 
 
Detalhes:
Praça Benedito Calixto, 158 – 1º andar
São Paulo, Jardim Paulista, São Paulo

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Cultura

Quem foram Dalva e Herivelto ?

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Se você anda assistindo Globo deve ter visto propaganda da mini serie “Dalva e Herivelto – Uma canção de Amor” que conta a historia dessas grande ilustres personalidades da nossa musica.
Se você para para ler você só não vai entender o porque do viés romântico do titulo.
Herivelto Martins foi um dos maiores contribuidores /compositores a popularização do Samba em uma época que o mesmo ainda não “havia decido o morro”.
Foi homenageado inúmeras vezes por suas contribuições e canções de sucesso.
Dalva de Oliveira foi mais conhecida por sua voz e suas mais de 400 gravações por ter dublado a primeira versão de Branca de Neve e os Sete Anões .

Polêmicas

Apesar de Herivelto ser um grande compositor ele era amplamente conhecido por seus casos e traições o que o levou a casar 3 vezes e ter varias historias de envolvimento com prostitutas e casos esporádicos.
Dalva e Herivelto tiveram inúmeras brigas e faziam até canções para se atacar o que terminou em um divorcio doloroso principalmente para ela.
Matérias mentirosas que difamavam a moral de Dalva foram publicadas por Herivelto, com a ajuda do jornalista David Nasser no “Diário da Noite” fizeram com que o conselho tutelar mandasse Pery e Ubiratan para um internato, alegando que a mãe não possuía uma boa conduta moral para criar os filhos, o que a fez entrar em desespero e depressão. Os meninos só podiam visitar os pais em datas festivas e fins de semana, e podendo sair de lá definitivamente com 18 anos. Dalva lutou pela guarda dos filhos e sofreu muito por isso. Em 1949 Dalva e Herivelto oficializaram a separação, se divorciando.Wikipedia
Esse trecho da historia me desmotiva totalmente a assistir a mini serie. Ver uma mulher ser humilhada e morrer de uma doença traumática enquanto um cara que supostamente a difamou sr lembrado como ilustre cidadão só me causa tristeza.

Mortes

Dalva morreu de hemorragia resultada por um câncer de esôfago em 30 de agosto de 1972 aos 55 anos.
Dalva_de_Oliveira
Herivelto morreu em 17 de setembro de 1992 aos 80 anos
Herivelto_Martins

Discografia de Dalva de oliveira

Sucessos
Brasil, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (com Francisco Alves) (1939)
Pedro, Antônio e João, Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago (com Regional de Benedito Lacerda e Herivelto Martins) (1939)
Noites de junho, Alberto Ribeiro e João de Barro (1939)
Valsa da despedida (Auld lang syne), Robert Burns, versão de Alberto Ribeiro e João de Barro (com Francisco Alves) (1941)
Segredo, Herivelto Martins e Marino Pinto (1947)
Errei, sim, Ataulfo Alves (1950)
Que será?, Marino Pinto e Mário Rossi (1950)
Sertão de Jequié, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1950)
Tudo acabado, J. Piedade e Osvaldo Martins (1950)
Ave Maria, Jaime Redondo e Vicente Paiva (com Osvaldo Borba e Sua Orquestra) (1951)
Palhaço, Osvaldo Martins, Washington e Nelson Cavaquinho (1951)
Zum-zum, Fernando Lobo e Paulo Soledade (1951)
Estrela-do-mar, Marino Pinto e Paulo Soledade (1952)
Fim de comédia, Ataulfo Alves (1952)
Kalu, Humberto Teixeira (1952)
Confesion, Luis César Amadori e Enrique Santos Discépolo, versão de Lourival Faissal (1956)
Lencinho querido (El pañuelito), Juan de Dios Filiberto, Gabino Coria Peñaloza, versão de Maugéri Neto (1956)
Neste mesmo lugar, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1956)
Há um Deus (com Tom Jobim ao piano), Lupicínio Rodrigues (1957)
Minha mãe, música de Lindolfo Gaya sobre poema de Casimiro de Abreu (1959)
Rancho da Praça XI, Chico Anysio e João Roberto Kelly (1965)
Máscara negra, Pereira Matos e Zé Kéti (1967)
Bandeira branca, Laércio Alves e Max Nunes (1970)

Discografia de Herivelto Matins

Herivelto com o Trio de Ouro (1942) Odeon 78
Ave Maria no morro (1943) Odeon 78
Laurindo (1944) Odeon 78
Odete/Bom dia Avenida (1944) Odeon 78
Jubileu de prata (1956) Continental LP
Um compositor em 2 tempos (1956) Copacabana LP
O Famoso Trio de Ouro (1969) Imperial LP
A Música de Herivelto Martins (1986) Phonodisc LP
Trio de Ouro [S/D] Camden LP
Trio de Ouro e os seus sucessos [S/D] RCA Victor LP
Trio de Ouro [S/D] Revivendo CD
Jubileu de Herivelto [S/D] Copacabana LP
Carnaval de Herivelto [S/D] Mocambo LP

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