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Cultura

É proibido estudar (Mais um texto de Rachel Sherazade).

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E não é que o Ministério da Educação e Cultura agora está recomendado às escolas o fim da repetência até o terceiro ano do ensino fundamental?
Para quem não sabe, os três primeiros anos da vida escolar são decisivos para a alfabetização.
Mas, quem se importa se os estudantes chegarão ao quarto ano completamente analfabetos?
O que interessa é não fazer o aluno repetir de ano, mesmo que isso ponha em cheque todo o futuro desse cidadão, que um dia, lá na frente, terá que se submeter a inúmeros processos de seleção, tanto acadêmicos quanto profissionais….
Então, para quê estudar, ler, se esforçar, aprender, se você, estudante, pode ser aprovado, simples, tranquila e automaticamente?
Uma lição de retrocesso. É isso o que o MEC –está dando a todos os brasileiros: alunos ou não.
Mas, por que será que o Ministério da Educação, de uma hora para a outra, resolve desaprovar a reprovação?
Simples. A reprovação custa caro. Quase onze bilhões de reais por ano.
No fim das contas, é tudo uma questão de números. É tudo uma questão de não sair perdendo – do ponto de vista financeiro, é claro.
Aí, o MEC se justifica. “Ah, mas nos países que implantaram esse sistema, como França e Japão, o ensino melhorou.”
Senhores mestres do bom senso, não há fórmula mágica para o ensino melhorar.
Nos países desenvolvidos, o ensino melhorou por que é levado a sério. Educação, na França, é condição para a evolução de todo o país.
No Japão e na França, senhor ministro da Educação, os estudantes que não se saem bem em alguma disciplina são acompanhados rigorosamente por uma equipe de profissionais qualificados e dispostos, a todo o custo, a faze-los superar as dificuldades.
Não tem ninguém para passar a mão na cabeça do aluno e fazer de conta que ele é um gênio, quando, na verdade, mal aprendeu a escrever o nome.
Mas a lógica do Brasil funciona de outro jeito:
É mais fácil e mais barato aprovar os alunos indiscriminadamente do que investir na qualidade do ensino, contratando bons professores, pagando salários justos, pensando a educação como prioridade neste país.
É o Brasil na contra-mão da história, enterrando o sistema de ensino meritório e sua história de sucesso que remonta há milênios.
Do jeito que as coisas vão, o futuro do país será bem interessante. Com as bênçãos do MEC, teremos um Brasil de alfabetizados de direito e analfabetos de fato.
Rachel Sherazade.
Jornalista paraibana

Cultura

Eduardo Marinho, da riqueza as ruas

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Eduardo Marinho estudou nas melhores escolas e tinha uma vida de conforto.
Ja foi bancário, militar e estudante de direito.
Chegou a morar na rua e dormir em cima papelão  buscando novas experiências.
Eduardo Marinho se expressa de maneira singular e por isso é conhecido como artista plástico e filósofo das ruas.



“A maioria não tem nada e vive tranquila! Como é que eu olho a minha volta e a classe abastada morre de medo de perder tudo?”, diz ele.
Eduardo não se considera um grande artista pois crê que não possui técnicas evoluídas.
Já foi convidado para expor em galerias, mas  prefere ganhar menos e continuar na rua, onde tem mais contato com diferentes pessoas.
Uma história peculiar que quase o torna um São Francisco das artes modernas.
 

Não é atoa que vimos citações de Eduardo Marinho em vários lugares que ele nunca imaginou alcançar.
 
A Seguir algumas obras e citações do artista:
 

“Consciência não se alcança, se desenvolve. O que se alcança são degraus de consciência. O desenvolvimento é permanente.”

 

“O orgulhoso têm dificuldade em distinguir humilhação de humildade, pra ele parece a mesma coisa. Mas a humilhação nasce do orgulho. E a humildade é seu antídoto”

 

“A angústia é companheira inseparável do egoísmo. Por mais que se esconda, é visível. Pra quem tem olhos de ver, claro.”

 


Mais no blog do Eduardo

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Cultura

Bate-papo com Robson Vilalba "Notas de um Tempo Silenciado" – Agenda São Paulo

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notas de um tempo silenciado

A HQ “Notas de um tempo silenciado”, com roteiro e arte de Robson Vilalba, autor vencedor do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 2014, aborda a época da Ditadura Militar no Brasil.
“Notas de um tempo silenciado” apresenta um olhar profundo sobre ma época obscura do passado brasileiro.
Um abordagem diferente e uma obra que merece ser prestigiada.

No dia 28 de Outubro de 2015 às 19hs o autor estará na Gibiteria em São Paulo Paulo para um bate papo e sessão de autógrafos.
 
 
Detalhes:
Praça Benedito Calixto, 158 – 1º andar
São Paulo, Jardim Paulista, São Paulo

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Cultura

Quem foram Dalva e Herivelto ?

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Se você anda assistindo Globo deve ter visto propaganda da mini serie “Dalva e Herivelto – Uma canção de Amor” que conta a historia dessas grande ilustres personalidades da nossa musica.
Se você para para ler você só não vai entender o porque do viés romântico do titulo.
Herivelto Martins foi um dos maiores contribuidores /compositores a popularização do Samba em uma época que o mesmo ainda não “havia decido o morro”.
Foi homenageado inúmeras vezes por suas contribuições e canções de sucesso.
Dalva de Oliveira foi mais conhecida por sua voz e suas mais de 400 gravações por ter dublado a primeira versão de Branca de Neve e os Sete Anões .

Polêmicas

Apesar de Herivelto ser um grande compositor ele era amplamente conhecido por seus casos e traições o que o levou a casar 3 vezes e ter varias historias de envolvimento com prostitutas e casos esporádicos.
Dalva e Herivelto tiveram inúmeras brigas e faziam até canções para se atacar o que terminou em um divorcio doloroso principalmente para ela.
Matérias mentirosas que difamavam a moral de Dalva foram publicadas por Herivelto, com a ajuda do jornalista David Nasser no “Diário da Noite” fizeram com que o conselho tutelar mandasse Pery e Ubiratan para um internato, alegando que a mãe não possuía uma boa conduta moral para criar os filhos, o que a fez entrar em desespero e depressão. Os meninos só podiam visitar os pais em datas festivas e fins de semana, e podendo sair de lá definitivamente com 18 anos. Dalva lutou pela guarda dos filhos e sofreu muito por isso. Em 1949 Dalva e Herivelto oficializaram a separação, se divorciando.Wikipedia
Esse trecho da historia me desmotiva totalmente a assistir a mini serie. Ver uma mulher ser humilhada e morrer de uma doença traumática enquanto um cara que supostamente a difamou sr lembrado como ilustre cidadão só me causa tristeza.

Mortes

Dalva morreu de hemorragia resultada por um câncer de esôfago em 30 de agosto de 1972 aos 55 anos.
Dalva_de_Oliveira
Herivelto morreu em 17 de setembro de 1992 aos 80 anos
Herivelto_Martins

Discografia de Dalva de oliveira

Sucessos
Brasil, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (com Francisco Alves) (1939)
Pedro, Antônio e João, Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago (com Regional de Benedito Lacerda e Herivelto Martins) (1939)
Noites de junho, Alberto Ribeiro e João de Barro (1939)
Valsa da despedida (Auld lang syne), Robert Burns, versão de Alberto Ribeiro e João de Barro (com Francisco Alves) (1941)
Segredo, Herivelto Martins e Marino Pinto (1947)
Errei, sim, Ataulfo Alves (1950)
Que será?, Marino Pinto e Mário Rossi (1950)
Sertão de Jequié, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1950)
Tudo acabado, J. Piedade e Osvaldo Martins (1950)
Ave Maria, Jaime Redondo e Vicente Paiva (com Osvaldo Borba e Sua Orquestra) (1951)
Palhaço, Osvaldo Martins, Washington e Nelson Cavaquinho (1951)
Zum-zum, Fernando Lobo e Paulo Soledade (1951)
Estrela-do-mar, Marino Pinto e Paulo Soledade (1952)
Fim de comédia, Ataulfo Alves (1952)
Kalu, Humberto Teixeira (1952)
Confesion, Luis César Amadori e Enrique Santos Discépolo, versão de Lourival Faissal (1956)
Lencinho querido (El pañuelito), Juan de Dios Filiberto, Gabino Coria Peñaloza, versão de Maugéri Neto (1956)
Neste mesmo lugar, Armando Cavalcanti e Klécius Caldas (1956)
Há um Deus (com Tom Jobim ao piano), Lupicínio Rodrigues (1957)
Minha mãe, música de Lindolfo Gaya sobre poema de Casimiro de Abreu (1959)
Rancho da Praça XI, Chico Anysio e João Roberto Kelly (1965)
Máscara negra, Pereira Matos e Zé Kéti (1967)
Bandeira branca, Laércio Alves e Max Nunes (1970)

Discografia de Herivelto Matins

Herivelto com o Trio de Ouro (1942) Odeon 78
Ave Maria no morro (1943) Odeon 78
Laurindo (1944) Odeon 78
Odete/Bom dia Avenida (1944) Odeon 78
Jubileu de prata (1956) Continental LP
Um compositor em 2 tempos (1956) Copacabana LP
O Famoso Trio de Ouro (1969) Imperial LP
A Música de Herivelto Martins (1986) Phonodisc LP
Trio de Ouro [S/D] Camden LP
Trio de Ouro e os seus sucessos [S/D] RCA Victor LP
Trio de Ouro [S/D] Revivendo CD
Jubileu de Herivelto [S/D] Copacabana LP
Carnaval de Herivelto [S/D] Mocambo LP

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