Queda de Braço do ENEM 2010.

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By nesqueci on 12 de novembro de 2010. No Comments

Em mais um capitulo da queda de braço travada pelo MPF versus INEP o TRF derrubou a liminar que suspendia o ENEM 2010.

A decisão foi tomada pelo desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, presidente do TRF da 5ª Região, sediado na capital pernambucana. A informação é do JC Online. O ministro da Educação, Fernando Haddad, viajou a Recife e se reúne com o desembargador agora pela manhã.

Segundo nota do TRF, o presidente do TRF da 5ª Região

“ressaltou que a suspensão de um certame envolvendo mais de 3 milhões de estudantes traria transtornos de monta aos organizadores e [aos] candidatos de todo o Brasil e que a alteração do cronograma do Enem repercutiria na realização dos vestibulares promovidos pelas instituições de ensino superior”.

Vale lembrar que esse transtorno não impediu de ser refeito o ENEM 2009 o que na minha opinião esta mostrando uma grande má vontade do ministro Haddad.
O que está em jogo não é o ENEM 2010 e sim a confiabilidade dessa prova.

Ainda segundo o mesmo comunicado, o desembargador destacou ainda a

“possibilidade de um elevadíssimo prejuízo ao erário” para a contratação dos serviços para a impressão e aplicação de um novo exame a todos os inscritos. Para o desembargador, “a decisão do Juízo Federal cearense, louvada em eventual irregularidade nas provas de menos de 0,05% dos candidatos, equivalente a 2.000 estudantes, finda por prejudicar todos os demais (cerca de 3.000.000), afrontando o princípio da proporcionalidade”.

Segundo Haddad, demoraria “de dois a três meses” para que fosse organizada uma nova edição do Enem. A declaração foi dada ao Bom Dia Brasil e foi ao ar na manhã desta sexta (12).

O MEC (Ministério da Educação) pretende realizar a nova prova do Enem nos dias 4 e 5 de dezembro, para os alunos que receberam a prova com erro de impressão e não conseguiram trocá-la de imediato.

Como prestei a prova do ENEM 2010 posso dar minha opinião como pessoa que acompanhou alguns erros de “dentro”.

Em Curitiba aonde prestei a prova houve uma serie de erros, desde o já citado caderno amarelo até o despreparo de fiscais e “supervisores”.
Na minha sala no primeiro dia de prova houve uma serie de perguntas sobre os erros de impressão o que ocasionou um grande barulho de conversa.
Conversa essa que atrapalha e irrita. Um candidato chegou a discutir com um supervisor que passava de sala em sala respondendo duvidas. Em BH teve fiscal que chegou a brigar com aluno.

Esses desgastes mancham a reputação do ENEM e dificulta cada vez mais a vida de quem depende dele.
Como se já não bastasse 180 questões longas e tediosas ainda temos que engolir conversa de fiscal e ficar procurando erro em prova.
Espero que a credibilidade do ENEM seja restaurada e que ao invés de remendo ele passe a ser bem feito.
Essa política do ignorar o erro e fingir que está tudo bem não cola mais.

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