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EXCLUSIVO – Advogada dos pais das trigêmeas de Curitiba fala sobre o caso.

15:03 Filed under: Opinião | Author Name

Em e-mail ao nosso site a Dra. Karine Cavasine esclarece mais sobre o caso das trigêmeas de Curitiba.

Segue e-mail abaixo.

Boa noite, sou a Dra Karine, trabalho no escritório da Dra Margareth Zanardini, advogada de defesa do caso das trigêmeas de Curitiba, gostaríamos de veicular o seguinte texto:
Em defesa das trigêmeas

Há quase dois meses tento que as famosas trigêmeas de Curitiba sejam reintegradas ao seio familiar. (tanto que o habeas corpus cuja decisão foi publicada na internet foi impetrado por mim – não pelos pais)Entendi que elas estavam sob constrangimento ilegal por não poderem ser amamentadas.Desde o início pensei nelas. Sempre nelas.

Tenho recebido emails acusatórios e ofensivos nos quais sou chamada , no mínimo, de insensível !
Quem é insensível? Quem está preocupado com a inviolabilidade psíquica destas três bebezinhas ?
Advogo – para elas – uma causa em segredo de justiça que, absurdamente, foi violado.

Com isso os pais das trigemeas estão sendo condenados sem que ninguém , aparentemente, pare para pensar em alguns aspectos.
Primeiramente, nenhuma linha se escreveu sobre a decisão que favorecia, não exatamente o casal , mas as filhas ( como o efeito suspensivo obtido para amamentação e visitas – sendo a execução do primeiro negada pelo primeiro grau graças a um atestado firmado por uma enfermeira que, na contra mão do que estabelecem todos os preceitos entendeu que as crianças não deveriam ser amamentadas)
O direito de visitas concedido ao alvedrio das normas do abrigo que juridicamente deveria colaborar para o restabelecimento dos vínculos familiares está sendo exercido ainda que apenas duas horas por semana.
Não posso falar sobre o processo.

Mas posso falar sobre a obrigação do advogado que presta função social.
Posso também falar sobre direito e principalmente sobre a natureza humana ,falível por excelência.
Preocupa-me a onda de boatos criados, ( ouvem -se as mais variadas teses que talvez venham a ser “ informadas “ )
Preocupa-me que uma psicóloga afirme que os pais não tem saúde mental ( isso só poderia ser atestado por um psiquiatra após testagens).
Mas, se os pais tinham algum problema de saúde psicológica , se estavam doentes, não cabia, primeiramente a tal profissional orientar-lhes a procurar ajuda terapêutica ? E à sociedade, ao Estado , auxiliá- los?

Estivessem eles com câncer, com aids, qualquer problema de saúde, não se mobilizaria a sociedade para ajudá-los? Por que, se estavam abalados emocionalmente não podem receber uma oportunidade? Auxílio ? Ainda, como podem suas palavras prevalecer em juízo se ouvidos nestas condições ? Alguém viu nos autos ( manuseados de maneira ilícita e por isso já em investigação pela Presidência do TJPR) que a mãe estava adoentada dois dias antes , tudo devidamente certificado ?

Por que são tratados com a violência das palavras, das entrevistas de várias pessoas que sequer conhecem as pessoas em questão, como seres que não mereçam qualquer chance?
De outro lado, preocupa-me e entristece-me que três bebezinhas recebam carinho,amor, atenção – apenas duas horas por semana . A atitude carinhosa dos pais , o desespero da mãe , já estão comprovados no processo. Acerca disso ninguém fala. Ninguém ,ao manusear o feito ressaltou esta verdade.

Por que foi omitido que a mãe amamentou as três crianças indistintamente até um dia antes do abrigamento ? Que há declaração de que a mãe era carinhosa com as três? Que durante as visitas que o Judiciário concedeu os pais agem com carinho, preocupação, enfim, como pai e mãe normais?
Por que não lembramos que todos erramos ( até o Judiciário acabou por colocar nomes em segredo de Justiça e oportunizou fossem folheados os autos e até publicadas fotos das min hás clientezinhas)
Onde está a sensibilidade focada nas principais vitimas de tudo isso?

Será que neste caso as conseqüências dos atos – um cogitado e outro arrependido – que atingem principalmente as filhas não deveria ser objeto de algo análogo a um perdão judicial ?
Aliás, será que é justo alguém ser condenado sem ter direito a defesa ? As trigêmeas, vulneráveis por excelência, estão condenadas a um abrigamento enquanto todos discutem se os pais – que as querem e por elas estão lutando – tem direito a elas se eles devem ou não receber o que determina a lei – a convivência familiar .

Um último questionamento – o que é, exatamente – mais cruel ?

Margareth Zanardini – advogada há 30 anos


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5 Responses to EXCLUSIVO – Advogada dos pais das trigêmeas de Curitiba fala sobre o caso.

  1. A midea como sempre fazendo sua funçãoi a de informar e em alguns casos de maneira insensível e imediatista.

    Não é possível que a velocidade exigida nos dias de hoje permitam que profissionais deixem de lado o respeito a sociedade, nos trazendo informações no mínimo sem critérios éticos quanto ao reflexo da notícia a quem quer que seja, acusados ou acusadores.

    No caso das trigêmeas fica claro a exploração da notícia pelos meios mediáticos, tanto que não foi necessário mais que uma semana para tudo arrefecer, talvez não precisasse nem desse tempo todo. Bastou uma nova tragédia para tudo ser abafado.

    O caso do assassino do Rio de Janeiro, que matou 11 crianças foi o suficiente, não pela atrocidade somente, mas pela falta de solidez nas denúncias do caso das trigêmeas.

    E percebo que ambos os casos a revolta vem impulsionada por textos jornalistícios e outros nem tanto, que inflamam a sociedade em busca de justiça, quando na verdade ambos são reflexos do caus de saúde púbkiuca que vivemos.

    Os pais da trigêmeas por falta de acompanhamento adequado, quanto a suas condições de enfrentar o nascimento de três filhas e tudo o que isso refletiria em suas viadas.

    E no cado do Rio, a falta de cuidado com uma criança que sofreu muito durante tod o processo de formação do seu caráter e que refletiu nas suas atitudes.

    Espero que tudo isso se resolva o mais rápido possível e que as crianças, principais peças nesses casos tem um futuro dígno.

    Pedro Magno Jr

    pedro cezar magno junior
    18 de April de 2011 at 9:21

  2. Voce sabe muito bem que esses “pais” não tem condições mentais nem morais de ficar com essas crianças, Elas correm riscos de vida com eles. Imagine o que podem fazer com elas quando ninguem mais estiver observando. Que “aspectos” voce quer que analise a atitude deles? Não existe, não tem desculpa. Espero mesmo, que pelo bem estar fisico e psicologico dessas meninas, que elas seja acolhidas por uma familia normal, integra, de outro país de preferencia. E que nunca fiquem sabendo o que esses “pais” fizeram com elas.

    Eliane
    19 de April de 2011 at 16:04

  3. A advogada[há 30 anos], esta fazendo a parte dela pois p honorarios que recebeu ou recebe do casal…informou q pretende apelar para justiça internacional…duvido que tenha aceitado o caso por pena das bebes ou da familia…a dra vai apelar e mais tarde abandona o caso pois vai se queimar..hoje..sao 10 dias q ninguem toca no assunto..resolveram apelar p midia..deu no q deu…achando q o povo e burro…>> para a dra. alem de perder o caso..fica uma sugestao..se fosse um pouco mais educada..provavelmente seria melhor atendida pelos profissionais q estao trabalhando no caso..ela deve saber do que estou falando..pois..ninguem esta dando a minima p as ameaças que faz contra profissionais do estado ou municipio…mesmo assim..boa sorte..felizmente a juiza agiu de maneira correta e espero q estas crianças sejam adotadas por pessoas q gostem e cuidem de crianças….

    luis
    21 de April de 2011 at 20:51

  4. A advogada fala tanto em preservar essas crianças, mas nao foram preservada pelos proprios pais que quiseram se desfazer de uma delas. Nao eram pais sem estudo, pobres, mas sim pais de classe media abalados por terem 3 filhos????…Isso é repugnante, qdo vemos casais de classe baixa que por acaso tem 4, 6 filhos(poucos), mas sempre acontece com classes mais baixas, e tiram forças para cuidar das crianças. Eles nao queriam filhos para amar queriam para mostrar para a sociedade, e fazer a foto de familia feliz, pois nao teriam essa atitude nojenta com um pobre bebe!!!!!..Ela fala sobre a amamentaçao mas nao fala como essa MAE, teria coragem de deixar sua outra filha, para nao amamenta la mais……PENSE BEM ANTES DE PUBLICAR OUTRA NOTA, nem todos sao idiotas de acreditar nesses argumentos, nem o juiz acreditou!!!!!!

    thais
    6 de May de 2011 at 14:09

  5. Vc é muito cara-dura mesmo, está é fazendo o maior DESFAVOR possível a essas “bebezinhas”, ora, reitegrá-las ao “seio familiar” (???????????) ah faça-me o favor!!!!!!!!! deve estar é embolsando a maior grana pra colocar essas probres inocentes, suas “clientezinhas”, na mão de dois psicopatas que amanha ou depois atirarão a menina rejeitada pela janela de um 10º andar qualquer, como fizeram os Nardoni. Raça abominável a de advogados como vc.

    Sandra
    16 de February de 2012 at 15:53

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