Gazeta do Povo – MP-PR investiga se aumento da tarifa de ônibus é abusivo

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By nesqueci on 12 de Março de 2011. No Comments

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) anunciou, nesta sexta-feira (11), que vai investigar o aumento da tarifa do transporte coletivo de Curitiba, cujo valor teve um acréscimo de 13,6%, saltando de R$ 2,20 para R$ 2,50. De acordo com nota emitida pela assessoria de imprensa do MP-PR, a apuração será feita pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da capital, com o objetivo de constatar se o reajuste é ou não abusivo. A alta no preço do Estacionamento Regulamentado (EstaR) também será apurada.

A promotoria encaminhou à Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) – empresa responsável por administrar o transporte coletivo na capital – um ofício solicitando cópia do relatório detalhado da planilha de custas e do relatório dos estudos que definiram o porcentual de aumento. De acordo com o MP-PR, a Urbs tem um prazo de dez dias, a partir de segunda-feira (14), para enviar as informações.
A assessoria de imprensa do MP-PR informou que as planilhas e os relatórios serão examinados por auditores do Ministério Público. A partir desta auditoria, a Promotoria de Justiça vai avaliar o caso e definir as medidas cabíveis.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Urbs informou que não vai comentar a investigação determinada pelo MP-PR. O órgão se limitou a informar que recebeu o ofício e que vai prestar todas as informações solicitadas dentro do prazo estipulado.

O aumento

O novo valor das tarifas de transporte coletivo começou a vigorar no sábado de Carnaval, 5 de fevereiro. Também subiu o preço das passagens da Linha Turismo (de R$ 20 para R$ 25) e do Circular Centro (de R$ 1,20 para R$ 1,50). Na mesma data, o custo do EstaR também sofreu reajuste,, passando a custar R$ 1,50 no estacionamento comum e R$ 3, nos cartões de carga e descarga.

A Gazeta do Povo mostrou que, com a alto custo mensal com transporte passa a representar 23,85% ou quase R$ 130 do salário mínimo brasileiro, de R$ 545, levando em consideração um gasto de 52 tarifas no mês. Na ocasião, a Urbs argumentou que o aumento foi provocado pelo reajuste de 15% nos salários dos motoristas e cobradores.

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