Bolsonaro diz que errou, mas que não quer ‘voto de ignorante’.

Home » Atualidades » Cotidiano » Bolsonaro diz que errou, mas que não quer ‘voto de ignorante’.

By nesqueci on 29 de Março de 2011. 4 Comments

Em entrevista na noite da segunda-feira, 28, ao programa CQC, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu declarações que tiveram grande repercussão nas mídias sociais e devem gerar reações de diversas entidades e militantes, como os movimentos gay e negro. No Twitter, às 12h32, Bolsonaro era o segundo lugar dos Trending Topics do Brasil e 10º lugar nos TTs mundiais.

Entre outras coisas, o parlamentar disse que, se pegasse filho fumando maconha, o torturava. Quando indagado o que faria se tivesse um filho gay, respondeu: “Isso nem passa pela minha cabeça, eu dei uma boa educação, fui pai presente, não corro este risco.”
Questionado sobre cotas raciais, disse: “Eu não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista.”
Por fim, a cantora Preta Gil, filha do ex-ministro e músico Gilberto Gil, perguntou o que ele faria se o filho se apaixonasse por uma negra. “Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”, respondeu.

Fonte:Radar Político Estadão

4 Responses to Bolsonaro diz que errou, mas que não quer ‘voto de ignorante’.

  1. Julio   30 de Março de 2011 at 22:46

    Eu assisti ao CQC e a notícia está distorcida. Ele não disse que torturaria o filho! Disse que daria uma surra nele. Aí alguém perguntou: “você iria torturá-lo?” e ele respondeu: “Se dar umas palmadas é torturar, então eu torturaria.” Está muito óbvio o que ele quis dizer, só não entende quem não quer.

    Responder
  2. Julio   30 de Março de 2011 at 22:49

    Quanto a não voar em avião pilotado por cotista ou não ser operado por médico cotista, eu concordo plenamente com ele, e não acho que isso seja racismo ou discriminação. Basta pensar: para alguém se formar em pilotagem ou medicina deve estudar muito, muito mesmo, e depois de muita teoria também praticar bastante. Já um cotista (independente de cor) não precisa estudar tanto assim, porque ele tem a vaga garantida pela cota… Agora vou dar um exemplo contrário: o Ministro Joaquim Barbosa, do STF. Não existia cotas na época em que ele era estudante, e concluiu Direito (se não me engano, na USP), mestrado e doutorado na França, exerceu diversos cargos públicos importantes e é Ministro da Corte mais importante do país, sendo respeitado por todo esse histórico de estudo e dedicação. Ele é Ministro por causa do elevado conhecimento jurídico que possui. Agora, se existisse cota para negros no STF, eu poderia dizer o mesmo? É claro que não, eu diria que ele é Ministro porque é negro e algum negro teria que completar a vaga do STF. Entende a diferença? Eu acho que as cotas raciais, estas sim, é que promovem o racismo.

    Responder
  3. Julio   30 de Março de 2011 at 22:58

    Quanto aos homossexuais, se ele é contra o casamento gay e contra a adoção por gays, é uma opinião dele que deve ser respeitada. Infelizmente estamos vivendo em uma “ditadura gay”, onde qualquer pessoa que não concorde com as aspirações dos homossexuais é taxada de “homofóbica” e considerada o pior dos seres viventes, ou seja, os gays querem que as pessoas respeitem suas diferenças de preferência sexual mas eles não respeitam as diferenças de opinião dos outros! O que deve ser combatido é a agressão, a humilhação, a discriminação. Não concordar que um homem use véu e grinalda e se case com outro homem não tem nada a ver com discriminação, é apenas uma opinião que também deve ser respeitada.

    Responder
  4. Julio   30 de Março de 2011 at 23:04

    Já quanto à resposta que ele deu para a Preta Gil, à primeira vista parece mesmo uma resposta racista, mas o apresentador do CQC, o Tas, comentou logo após a entrevista que ele não deve ter compreendido bem a pergunta, e também foi esta a alegação do Deputado. Não costumo muito acreditar em políticos, mas para quem assistir o vídeo e prestar bem atenção nas palavras dá para perceber que a resposta dele está desconexa da pergunta, ou seja, aparentemente ela perguntou uma coisa e ele entendeu outra.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *